quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Parceria, entre Secretarias de Saúde do RN e PE, permite troca de experiências no combate às doenças negligenciadas
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap)
recebeu nesta quarta-feira (19) a visita de técnicos da Secretaria Estadual de
Saúde de Pernambuco (SES/PE) para apresentação do Programa Sanar – Programa de
Enfrentamento às Doenças Negligenciadas, aplicado com sucesso em 108 municípios
pernambucanos prioritários para o combate a sete doenças causadas por agentes
infecciosos ou parasitas.
As doenças negligenciadas são assim chamadas por
apresentarem baixo investimento dos laboratórios na produção de medicamentos,
em sua maioria estão concentradas nas populações de baixa renda e, geralmente,
não são priorizadas pelos gestores em saúde. São elas: tracoma, tuberculose,
Doença de Chagas, hanseníase, esquistossomose, geohelmintíase e filariose.
De acordo com Juliana Araújo, Subcoordenadora de
Vigilância Epidemiológica da Sesap, uma parceria entre Sesap e a SES/PE
permitiu a vinda dos técnicos de Pernambuco para apresentar suas experiências
com o Programa Sanar e, em contrapartida, a Sesap enviou 10 técnicos para
auxiliar na busca ativa de pacientes com Tracoma daquele estado.
A subcoordenadora explicou ainda que o Ministério da
Saúde, através da Portaria 2556, estabeleceu diversos critérios para o
fortalecimento da Vigilância Epidemiológica de Hanseníase, Tracoma,
Esquistossomose e Geohelmintíases, através de repasse financeiro para cada
município prioritário no combate a estas doenças. “No RN nós já realizamos o
controle, monitoramento e vigilância destas doenças. A portaria vem reforçar o
nosso trabalho e a parceria com a SES/PE permite que os nossos técnicos
absorvam as ideias e utilizem essa troca de experiências adaptada à nossa
realidade”, concluiu.
O coordenador do Programa Sanar em Pernambuco,
Alexandre Menezes, explicou que o trabalho realizado pela equipe naquele estado
vai desde a organização de ações educativas para conscientização da população
sobre as doenças, passando pelo tratamento e avaliação do tratamento -
envolvendo as equipes da Estratégia Saúde da Família, além de toda a
estruturação de uma rede de referência assistencial ao paciente.
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