Representantes da
Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e de instituições como a Empresa
Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Maternidade Januário Cicco,
Ministério Público e Poder Judiciário reuniram-se nesta terça-feira (3O), no
auditório do Corpo de Bombeiros, Natal, para discutir sobre a Central de Acesso
à Rede de Atenção à Saúde com foco na obstetrícia.
A coordenadora do
Complexo Estadual de Regulação, Valéria Bezerra, explica que “uma ação civil
pública implantou a regulação do acesso por parte das pacientes obstétricas com
o objetivo de proporcionar um direcionamento das pacientes de baixo, médio e alto
risco às unidades corretas, o que impacta diretamente na assistência ao parto
de forma segura e, consequentemente, na diminuição dos índices de mortalidade
materna. Hoje a regulação está instituída na Central de Regulação do SAMU/RN,
com profissionais específicos para esse tipo de regulação, de modo a viabilizar
com segurança o acesso correto à assistência pelas pacientes parturientes do
estado”.
Segundo a
subcoordenadora de Operações de Hospitais e Unidades de Referência da Sesap,
Renata Silva, “a Central de Acesso à rede de Atenção com foco na obstetrícia
vai facilitar o acesso da mulher aos serviços, o que futuramente refletirá na
diminuição dos índices de mortalidade tanto da mulher, quanto do recém-nascido,
na medida em que diminui o tempo de resposta em relação ao nascimento e
possibilita um melhor atendimento ao prematuro, assim como um melhor
acompanhamento do pré-natal. Proporciona à mulher e à criança uma assistência
adequada, no local correto, sem que precise ficar peregrinando“.
De acordo com a juíza
da 4ª Vara Federal, Gisele Maria da Silva Leite, “é com muita satisfação que
vemos a instalação e o funcionamento da central de acesso focada na
obstetrícia, resultado de uma união de esforços, um trabalho colaborativo, com
reuniões mensais de todos os envolvidos – Poder Judiciário, Ministério Público,
Ebserh, UFRN, município e estado”.

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