quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Médicos e enfermeiros se reúnem para enfrentamento das arboviroses



Discutir sobre as arboviroses – dengue, zika e chikungunya – e promover um alinhamento nas condutas médicas nos serviços de saúde. Com estes objetivos, médicos, enfermeiros e técnicos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) estão reunidos durante todo o dia de hoje (28), até às 17h, no auditório do Departamento de Educação Física da UFRN, para o Curso de Manejo Clínico das Arboviroses.

Em 2018, o Rio Grande do Norte notificou até o momento 1.336 casos suspeitos de arboviroses, sendo 1.030 para dengue – o que representa 77% dos casos notificados – 222 para chikungunya e 84 casos suspeitos de zika vírus.

Durante todo o ano de 2017 foram 18.007 casos notificados de arboviroses, já em 2016 – ano da epidemia do zika vírus/microcefalia, foram 96.015 notificações.

“Sabemos que o início da estação chuvosa é crucial para a transmissão dessas doenças. Do final de fevereiro até meados de maio é quando nós temos o maior número de casos e óbitos por arboviroses, principalmente na região litorânea do estado. Apesar da queda do número de casos, em comparação com 2016, temos no RN quase 90% dos municípios com alto índice de infestação predial, o que necessita um olhar mais atento dos municípios ao controle vetorial”, explicou Maria Lima, subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap.

Com a capacitação dos profissionais que atuam na linha de frente do atendimento nas unidades de saúde, que acontece em parceria com o Departamento de Infectologia (DINF) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Sesap pretende evitar os óbitos e as formas mais graves das arboviroses. O alerta é para que os profissionais preencham a lista nacional de notificações compulsórias, apontando os sinais clínicos, solicitando os exames, como o isolamento viral, para que seja possível conhecer a situação epidemiológica de cada município e conduzir as políticas de saúde adequadas.


A Sesap vem trabalhando, de forma ativa, na vigilância dos casos suspeitos de arboviroses. Além da parceria com a UFRN para a qualificação de profissionais e colaboração em projetos de pesquisa da universidade, também está sendo feito o treinamento das equipes dos agentes comunitários de saúde nas oito regiões do estado para as ações de campo e controle vetorial; distribuição de insumos estratégicos (inseticidas e kits para diagnóstico) aos municípios; e criação de uma comissão de encerramento de óbitos por arboviroses, que investiga os casos em conjunto com os municípios e propõe medidas para que sejam evitados os óbitos.

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